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Amor (pt.1): Droga e Vício

Dia dos namorados, dia dos drogados. Sério, amor é uma droga.

Não, não, não pense que sou ressentido com algum caso amoroso do passado, mas deixe-me explicar: o amor é um vício, e como um medicamento ou uma droga, causa a dependência.

O amor tem efeitos positivos, na maioria das vezes, sobre nós. Fisicamente e psicologicamente falando. O amor, ou o sentimento de ser amado e correspondido (compreendido, talvez?) acarreta na liberação de serotoninas e endorfinas em nosso cérebro, o que nos deixa mais felizes, otimistas, relaxados e calmos (serotonina) além de aliviar a dor e aumentar nossas resistências e defesas imunológicas (endorfinas). E o que acontece? Claro, dependência!

Para uma pessoa que não é naturalmente confiante e otimista, o amor faz maravilhas, elevando-a a um patamar onde nunca esteve. O problema é: e quando a maravilha acaba, se vai? O amor é retirado, e a pessoa perde seu estímulo de serotoninas e endorfinas, e acaba se tornando algo como um viciado em reabilitação, sentindo pavor, medo, solidão, certas vezes até dores de cabeça, fraquezas, enjôos e distúrbios de saúde e alimentares. Do luxo, ao lixo.

Na verdade, se formos pensar desta forma, o amor foi a primeira droga, a “natural”. E SIM, existem pessoas viciadas em amor, que se apaixonam toda hora por alguém diferente. Não é uma escolha, é um hábito, uma necessidade, um distúrbio. Elas já se apaixonaram tanto, que precisam continuar alimentando o vício, toda hora uma nova paixão. Ficar com alguém mais do que umas meras semanas é um tormento, mas elas não podem evitar.

As drogas sintéticas (ecstasy, LSD) tem sua fama justamente por mimetizar o efeito do amor, liberando cargas massivas de serotoninas e endorfinas, causando a “paz e amor” geral nos salões e raves onde são vendidas.

Pois é né, feliz dia dos drogados aí. E parabéns pra quem tem alguém por quem se drogar.

Mas tarde conto uma historinha chamada “O gato e o novelo de lã” que ilustra bem como o amor (e praticamente tudo na vida) funciona: contrastes.

“Encontre o que você ama e deixe isso te matar” – Charles Bukowski

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Sobre Peter Michael

Publicitário, pseudopsicólogo, guitarrista e rockeiro por prazer.

2 Respostas para “Amor (pt.1): Droga e Vício

  1. Suellen ⋅

    Cadê meu LSD?

  2. Kaety

    Cuidado… você pode estar confundindo amor com paixão que são coisas bem diferentes, lembre-se disso.

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